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A história da minha vida… ( 3º capítulo)

Minha mãe aceitou a proposta. Fechou a pensão e nos deixou com uma reserva de dinheiro, mas com a promessa de nos enviar parte do seu salário mensalmente até que pudéssemos ir encontrá-la.

Se passaram três anos, sem que recebêssemos uma notícia de nossa mãe. Nenhuma carta e valor prometido.

Onde e como estaria nossa mãe?

Após longo tempo descobrimos que ela estava trabalhando e que mandava enviar valor mensal para nós, mas que nunca chegou!

Passamos muita dificuldade, pois não tínhamos nosso pai.

E, como disse, 3 anos se passaram e não recebemos nenhum centavo!

Um vazio penetra na minha alma e me sinto incapaz de registrar algumas fases, o tempo apagou da minha mente. Não consigo até hoje, entender. Meu Deus, como alguém pode ser capaz de uma atitude tão covarde e deixar 4 crianças passando necessidade? Sim, tadinha da minha mãe, foi vítima de 2 pessoas que desconheciam o que é valor moral, carácter. Ambiciosas e frias. Seres humanos?

Com a capacidade de empatia que Deus concede a todos peço que apenas imaginem o que poderia acontecer na vida de 3 crianças sem pai e sem mãe, durante 3 anos sem recurso financeiro. Sim, tivemos a ajuda de familiares, vizinhos. Mas nem sempre vinham com gestos e boas palavras, afeto, carinho, amor. Além, do nosso desespero, dor, saudade, sofrimento, angústia e toda a falta de esperança com relação ao futuro.

Mas, fomos criados e aprendemos a viver a vida, a encarar as dificuldades e sobretudo superá-las.

E, finalmente decidimos eu e o meu irmão, Joãozinho, que íamos para o Rio de Janeiro, procurar nossa mãe!

Zeca e Guiomar, ficaram aguardando nossas notícias.

Chegou o dia que, finalmente, chegamos ao Rio de Janeiro!

Casas de Convivência e Lazer recuperam a saúde e a autoestima dos Seniores

Samba, sorrisos, memórias e muita alegria são sinônimos das Casas de Convivência e Lazer do Rio, carinhosamente apelidadas como creches para idosos, pois apresentam o molde de escolinhas infantis, com horário de entrada e saída, onde os idosos podem fazer atividades, interagir e ainda lanchar. 

O projeto administrado pela subsecretaria de política para idosos visa o desenvolvimento e a interação social. Aulas de canto, dança, ginástica, artesanato, pilates, inclusão digital, teatro, atualidades, relaxamento, coral, dentre outras, são oferecidas diariamente e de forma gratuita para todos aqueles que se interessarem.

Atualmente, são sete Casas de Convivência e Lazer no Rio, a seguir: Casa Naá Sete Câmara (São Conrado), Casa Dercy Gonçalves (Lagoa), Casa Maria Haydée (Gávea), Casa Padre Veloso (Botafogo), Casa Carmém Miranda (Penha), Casa Bibi Franklin (Tijuca) e Casa Santíssimo (Santíssimo).  O horário de funcionamento é de segunda à sexta das 8h às 17h.

A dupla Dique e Arilza faz aula de dança de salão e encantam a todos com desenvoltura e charme, ao som de New York, New York. O casal que respectivamente tem 72 e 92 anos participam também de outras atividades, como artesanato, aulas de ginástica e inclusão digital. A Casa Carmém Miranda marca a história de ambos, pois ali se conheceram, namoraram e casaram. 

Concretizando a importância da Casa e do amor, Dique é surdo e para apresentar sua dança sua esposa Arilza, o guia com pequenos toques nas mãos, assim ele associa os movimentos e eles se apresentam em bailes e casas de espetáculos.

A aposentada Ceiça Lacerda, de 65 anos, frequenta a casa de convivência há cinco anos, e admite que foi ali que ela encontrou o amor de sua vida, o Seu Wilson, como ela o chama com muito carinho, há um ano e oito meses de namoro, e diz mais: “Nós viemos aqui para namorar, dançar e viver. Serestas e percussão são as coisas que mais gosto de fazer aqui, além de me divertir com meus amigos e meu amor”.

Saúde e renovação — Há alguns casos de decanos nas Casas de Convivência, como é o caso de uma frequentadora de 101 anos, assídua da Padre Veloso, que esbanja alegria nas aulas de percussão.  Além disso, muitos idosos que chegaram com problemas de saúde, como a síndrome do pânico à doença nos ossos, tiveram seus medicamentos suspensos por orientação médica devido aos resultados positivos das atividades, pois estimulam as partes cognitivas e motoras dosidosos, com isso a autoestima e a energia são renovadas, possibilitando assim que esses homens e mulheres possam exercer seus afazeres sem empecilhos ou males causados pelo mau envelhecimento.

As atividades das Casas de Convivência seguem um calendário predefinido pela SMASDH. Porém, os idosos e as direções das casas podem adequar tais atividades às suas realidades. Para se matricular, basta que o idoso, a partir de 60 anos, leve um documento de identificação com foto, CPF, três fotos 3×4, comprovante de residência e atestado médica para quem deseja fazer atividade física.

A intenção das Casas de Convivência e Lazer é prolongar os dias de alegria, afastar os males do envelhecimento e manter vivo o espírito de cada carioca que as frequentam, pois a idade é apenas um número.

Por: Coordenação de Comunicação da SMASDH.